sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Segredo de Beethoven


Sinceramente? Eu esperava que fosse melhor. Mas o filme é bom! Recebeu uma indicação ao Goya de Melhor Filme Europeu.
Aqui uma opinião de quem acha que pode ter opinião sobre Cinema: (se duchamp pode colocar uma roda de bicicleta em cima de um banquinho, pq eu não poderia opinar sobre um filme que acabei de ver? mas isso eu falo depois)
Agora sabe quem poderia ter dirigido O Segredo de Beethoven? Ele mesmo: Jean-Pierre Améris. Ou até mesmo o Jean-Pierre Jeunet (ambos franceses. Fato, só elo nome acho que dá pra sacar). Jeunet é o diretor de Amélie Poulain. Citei primeiro o Jean-Pierre Améris pq ele soube em Eu me Chamo Elisabeth elevar o drama mas sem cair naquele sentimentalismo todo. Quando assisti esse filme dele logo saquei que era como um marco de todos os outros, infelizmente só assisti um filme que ele dirigiu. E é o melhor filme, na minha opinião. Se alguém me perguntar qual seu filme preferido eu sempre vou dizer ''Je m'appelle Elisabeth''.
Mas voltando ao Beethoven e esquecendo a menina Elisabeth de 10 anos, Agnieszka Holland, diretora do filme, deveria ter apostado mais em jogos de cenas e filmagens mais elaboradas. Apesar que, logo no final do filme, há uma cena que eu achei incrível que foi a cena dos aplausos após o concerto em que ele continua de costas, sente os aplausos e a cena simplesmente não tem som. Isso foi no mínimo tocante. Assim como explosões em camera lenta. Puts! É bem evidente o que é transmitido como ''música foi feita pra sentir'' a delicadeza que o silêncio é tratado. Não somente pela cena, mas em todo momento é comentado o quão o silêncio faz bem e é importante principalmente pra quem é músico.
Outra cena que foi marcante (mais pelas palavras, claro) é a que ele vai ver a exposições de alguns arquitetos e uma das pontes em maquete ficou horrível e o cara(que eu não lembro o nome) pergunta o que ele acha e Beethoven simplesmente destroe a maquete e diz que fica bem melhor depois de desfeita. O cara todo raivoso declara que ele está velho e surdo, Beethoven em seguida conclui: ''estou surdo mas é assim que eu entendo a música, enquanto Deus sussurra no seu ouvid, ele grita no meu! E você só irá saber realmente enxergar um ponte quando ficar cego.''
Acredito que o filme ganharia mais emoção se, talvez, terminasse nessa cena ou qualquer outra coisa mais elaborada e não na cena que em a Anna Holtz caminha no campo. Se bem que ela ''fechando'' o filme fez um ótimo sentido pra dizer que ela foi mais importante que Beethoven. Deixando claro que a personagem Anna Holtz é fictícia.

Nenhum artista é artista ''do nada'' ou sem pq. Ou pior, sem a interferência de ninguém ou coisas. Em O Segredo de Beethoven isso fica bem claro, souberam mostrar isso bem. O roteiro ficou excelente, assim como em Shakespeare Apaixonado. Pronto, taí um filme que não teve uma direção incrivelmente incrível mas que conseguiu prender na estória e mostrar o que eles queriam passar através dele. Foi um tanto quanto lírico, mas não digo que é um filme que te prende, q vc pode levantar pra arrumar a camiseta que perdeu alguma cena importante, isso não. Mesmo pq eu já imaginava que ele fosse morrer ou sumir dali, desde o início. É um filme surpreendente até um certo ponto.


Nota? acho que um 8,72 seria digno.

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